Você está aqui: Home / Cidade, Notícias / Pedido de prisão de suspeito de furto em joalheria é negado em São Manuel

Pedido de prisão de suspeito de furto em joalheria é negado em São Manuel

.

A polícia de São Manuel identificou o suspeito de furtar uma joalheira na cidade no mês passado, mas a Justiça negou o pedido de prisão preventiva. O jovem apontado como um dos envolvidos não tem condenação, mas responde a inquérito por furto em Dois Córregos. A polícia chegou até ele após um mês de investigação.

O carro, usado pelos ladrões e que aparece nas imagens das câmeras de segurança do local, foi encontrado totalmente queimado em Dois Córregos. Pelo número do chassi, a polícia chegou até o dono, um jovem que atualmente moraria na capital. A delegada responsável pela investigação comparou a foto do jovem que consta dos arquivos da polícia com as imagens da gravação durante o furto à joalheria. Depois encaminhou à Justiça o pedido de prisão preventiva dele.

“Nós obtivemos informações de que esse autor estaria em São Paulo, então, diante da dificuldade que a gente encontrou em localizá-lo, partimos para o pedido de prisão para encontrá-lo, trazê-lo para São Manuel e ouvi-lo para poder apurar os demais autores do crime e tentar recuperar o que foi levado da loja”, informou a delegada Ana Carolina de Brito Machado.

Antes de ser encaminhado à Justiça, o pedido de prisão preventiva do suspeito passou pelo Ministério Público, que deu parecer favorável. Mas a juíza negou o pedido, alegando que a polícia não informou quantas vezes tentou localizar o suspeito na capital.

O delegado seccional de Botucatu lamentou a decisão da Justiça e defende a necessidade da prisão do suspeito. “O pedido de preventiva visava prender o elemento o mais rápido possível. A medida viria inibir a criminalidade. A não decretação traz um sentimento de impunidade, até porque, o Ministério Público foi a favor. Se o MP foi a favor é porque a autoridade policial tinha fundamento para que ele fosse pedido. Agora, se existe alguém que tem que dar alguma explicação para a sociedade, não é a Polícia Civil”, disse Antônio Soares da Costa Neto.

O desabafo do delegado seccional se deve a um cartaz, colocado na frente da joalheria horas depois de mais um furto, no mês passado. Nele, o dono estabelece dia e horário para que os bandidos voltem a furtar a loja e critica a demora da polícia. No último furto, os bandidos levaram R$ 60 mil em joias.

 

g1.com.br

Comments

Tags: , , , ,

Envie um comentário

Responsável Rodrigo Tomaz. Powered by WordPress.