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Pedágios ficam mais caros neste domingo

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Os preços dos pedágios nas rodovias paulistas vão ficar entre 2% e 14% mais caros a partir do domingo. Os novos valores foram anunciados ontem pelo governo do Estado.

A tarifa mais cara continua sendo a do sistema Anchieta-Imigrantes, que passará de R$ 20,10 para R$ 21,20 – aumento de 5%. A mais barata é a do Rodoanel, que subiu de R$ 1,40 para R$ 1,50, alta de 7%.

De acordo com a Artesp (agência do governo que fiscaliza as concessões), em 85% das praças do Estado o aumento será de até R$ 0,30.

A praça de Jaú, na região de Bauru, na rodovia Com. João Ribeiro de Barros (SP-225), com cobrança bidirecional, passará de R$ 8,40 para R$ 8,70.

O governo decidiu manter o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) para calcular o reajuste nas rodovias da primeira leva de concessões, de 1998. Nestas, o reajuste será de 4,26% – em 2011, foi de 9,77%.

Nos contratos mais novos, é usado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 4,98% – em 2011, foi de 6,66%.

No cálculo das tarifas, além dos índices, são considerados arredondamentos de R$ 0,10 previstos nos contratos de concessão.
Índice

O governo recuou da decisão, anunciada no ano passado, de usar já neste ano o IPCA no reajuste dos pedágios de contratos antigos.

O IGP-M, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), é mais influenciado pelo dólar no longo prazo. Por isso, desde 1998, ele tem ficado acima do IPCA, índice de inflação oficial calculado pelo IBGE.

Este foi um dos motivos que levou a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) a definir o IPCA como indexador padrão dos reajustes.

Após as críticas na campanha de 2010, o governador havia dito que iria rever os contratos.

Mas, o governo esperou o fechamento dos índices para decidir se usaria o IPCA já neste ano. Como o índice ficou ligeiramente maior que o IGP-M, o governo a adiou a adoção.

A diretora-geral da Artesp, Karla Bertocco Trindade, negou que a decisão tenha relação com o ano eleitoral. Ela afirma que a mudança de um índice para o outro teria, no fim, pouco efeito.

Nas rodovias da primeira leva, em 54% dos pedágios não haveria mudança no valor da tarifa e em 44% deles ela seria de até R$ 0,10.
Novo sistema

O sistema de cobrança por km rodado já é testado na região de Campinas e deve ser implantado em todo Estado de São Paulo a partir de 2013.

Por meio de uma tag (etiqueta eletrônica) instalada no carro, totens nas rodovias registram quando o motorista entra e sai da pista. Com isso, ele paga pelo trecho percorrido, enquanto outros, que não pagariam por não chegar até a praça de pedágio, passam a ser cobrados. Os sensores também irão ajudar na aplicação de multas por excesso de velocidade.

 

 

jcnet

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